Sílvio Santos

O ensino, a política e as iluminações


Sílvio Santos nasce no Funchal a 16 de Maio de 1960.
Conclui o ensino primário em 1970 no Externato Camões, que hoje já não existe.
Oito anos depois termina o ensino secundário no Liceu Nacional do Funchal, actual Escola Secundária de Jaime Moniz, depois de uma passagem pelo Seminário do Funchal e pelo Externato Nun’Alvares, mais conhecido por escola do Caroço.

Curso repartido

Faz o ano propedêutico (entretanto substituído pelo 12.º ano), na altura, feito pela televisão.
Quanto a cursos, nesse tempo, a moda era a medicina, o direito, e por aí adiante.
Sílvio Santos tenta concorrer ao primeiro. Fica colocado em medicina dentária. Que não é bem o que projectara. Opta por não ir para a universidade nesse ano.
Entretanto, em conversa com amigos surge a hipótese ISLA - Instituto Superior de Línguas e Administração de Lisboa. Um deles, o hoje empresário madeirense Luís Miguel Sousa, estuda na instituição e dá boas referências.
Convencido, parte para Lisboa para cursar Gestão no ISLA. Em 1983 conclui o bacharelato em Organização e Administração de Empresas.

Açores à vista

Entretanto, outros amigos, como o madeirense Gil Canha, estudam na Universidade dos Açores.
Sílvio Santos está no ISLA com outro amigo madeirense, Miguel Baptista. Decidem seguir para São Miguel, nos Açores, para completar a licenciatura.
Assim, passados dois anos completa o ciclo com a licenciatura em Organização e Gestão de Empresas na Universidade dos Açores.
Nesse período conhece nas ilhas de Nemésio a sua mulher. É natural de Viseu mas também estuda na Universidade dos Açores.
Ainda antes de terminar o curso é convidado, em 1986, a monitor na disciplina de matemática financeira. Começa a trabalhar com funções docentes no Departamento de Economia e Gestão da Universidade dos Açores.
Neste mesmo ano conclui a parte curricular do mestrado em Gestão no ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa. A sua ideia é seguir a carreira académica.

Carreira docente

Regressa aos Açores no ano de 1987 e reforça a carreira docente na Universidade dos Açores com a categoria de assistente-estagiário. É regente das disciplinas de História Económica e Política de Gestão.
Nesse mesmo ano surge a ideia de criar, juntamente com o pai e outros sócios a Siram - Sociedade de Iluminações da Região Autónoma da Madeira, Lda., que culmina no actual Grupo Siram - SGPS, S.A., a super holding do grupo.

Professor e empresário

A especialização da empresa assenta nas iluminações decorativas.
Mesmo assim, mantém a carreira académica.
Contudo, em 1990, o pai morre e o filho único Sílvio Santos é impulsionado a vir para a Madeira com o intuito de tomar conta dos seus negócios. Entre eles conta-se a associação à SIRAM e outros negócios na Calheta, de onde o pai é natural.
Arruma a casa com a alienação de algumas empresas e bens e reforço de outros como acontece com a SIRAM.
Paralelamente, em 1990, a pedido da Universidade da Madeira, é transferido da Universidade dos Açores para a instituição madeirense. Fica com a categoria de assistente convidado e com a missão de criar e lançar a então Secção Autónoma de Gestão e Economia, actual Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Madeira, de que é director até 2001.

Gestão para todos

Durante o período em que esteve à frente do referido departamento dinamiza a criação do curso de licenciatura em Gestão, um outro de licenciatura em Economia, e ainda um outro de pós-graduação em Direito Regional.
Fica para a história igualmente a realização de um vasto conjunto de ciclos de “Economia e gestão para todos”, que trazem à Madeira um vasto leque de personalidades nacionais e estrangeiras nos meios académico, político e empresarial.
Durante este período mantém a actividade académica com a empresarial. Algum tempo depois fica com mais outra: a de deputado.

Eleito deputado

Na realidade, em 1992 é eleito deputado à Assembleia Legislativa Regional da Madeira (ALR) pelo Partido Social Democrata.
Na legislatura seguinte é reeleito deputado e eleito presidente da 3.ª Comissão especializada permanente de Economia, Transportes e Turismo e também vice-presidente da 2.ª Comissão especializada permanente de Planeamento e Finanças.
Em 2000 volta a ser reeleito deputado à ALR e eleito presidente da 2.ª Comissão especializada permanente de Planeamento e Finanças.
Já este ano é eleito na ALR presidente da Comissão de inquérito aos bancos que exercem actividade na Madeira com sede fora da Região.

Posição de relevo

No domínio empresarial, desde a altura em que tomou conta dos negócios faz com que o grupo atinja uma posição de relevo na economia insular. Tem o condão de ser líder no seu segmento de negócio. Para reforçar e aguentar o crescimento do Grupo SIRAM deixa a carreira académica em “stand by”. Hoje mantém ligação à Universidade da Madeira mas sem qualquer cargo directivo ou funções executivas.

Grupo cresce

Nestes anos todos, o grupo SIRAM vai crescendo. São criadas sucessivamente novas empresas, de acordo com os vários nichos de mercado, como acontece nos espectáculos, iluminações e construções.

Aposta no exterior

A certa altura, Sílvio Santos e seus pares entendem que o grupo tem capacidade para sair da região e surge a aposta no continente. O investimento acontece no domínio da construção e manutenção de redes de iluminação pública e de telecomunicações. É aberta uma delegação na Guarda, onde fazem os primeiros trabalhos.
Depois é aberta uma outra no Porto. Posteriormente são fundidas as duas delegações. É criada a empresa SIRAM Portugal, em parceria, a 50%, com um grupo nacional e que tem sede na Maia. Continua a desenvolver a sua actividade nas áreas referidas.
Chegam a fazer intervenções nas iluminações decorativas, mas muito pontuais. A intenção é conhecer o mercado.

Investe nos Açores

Mais tarde, dá-se a aposta nos Açores a nível da animação turística, nas várias vertentes que tem o grupo, desde as iluminações decorativas, produção e realização de espectáculos, e toda a logística e equipamentos. Tudo começa com uma delegação. Mas depressa atinge uma dimensão maior. É criada a SIRAM Açores. Presentemente desenvolvem actividades em quase todas as ilhas.
Além destes casos, o grupo concretizou o primeiro processo de internacionalização com entrada em Cabo Verde. Sílvio Santos diz que se trata de uma aposta que está a resultar.

Cabo Verde

A empresa da Madeira começa por proceder aos primeiros trabalhos, mas acaba por crescer e justificar a criação da SIRAM Cabo Verde.
O grupo, de cujo presidente do Conselho de Administração é Sílvio Santos tem investido também na imobiliária.
Com todo este crescimento ganha dimensão e credibilidade junto do mercado e das instituições financeiras. É uma realidade que permite agora estar fortemente empenhado no projecto Colombo’s Resort no Porto Santo, que conjuga a hotelaria com a imobiliária, num empreendimento a construir junto à praia.

Colombo’s Resort

O projecto arranca no início do próximo ano com a primeira fase: a de hotelaria. Esta fase deve estar concluída em 2004/2005.
Posteriormente arranca a segunda fase, com os apartamentos turísticos e por volta do ano 2008 começam os trabalhos das moradias geminadas.
Trata-se de um projecto que Sílvio Santos considera vir a contribuir para a fixação de pessoas na ilha, assim como ser um pretexto para o regresso de outros que trabalhem no exterior, assim como de outras sem qualquer ligação a Porto Santo. Permite assim lutar contra o envelhecimento real da população local.
No domínio da actualização, Sílvio Santos lê os diários regionais todos os dias, assim como os nacionais generalistas, os de economia, entre outras publicações.
Gosta de ler as notícias no papel. Só o faz na Internet quando não tem hipótese de concretizar a sua forma de leitura preferencial.
Quanto ao tempo de trabalho diário diz que já dedicou mais horas do que agora. Contudo, refere que hoje em dia o tempo que dedica é menor mas mais intenso. Até porque consegue gerir melhor o trabalho e a dimensão da empresa permite ter uma resposta mais eficaz às necessidades da gestão.
Mesmo assim, normalmente, entra às 9 horas e às 18/19 horas sai.

Hobbys

Sílvio Santos tem quatro filhos e, por isso, diz que tem de organizar a sua vida de forma a estar com eles.
Aliás, diz mesmo que o seu hobby predilecto é ver os filhos crescer. Filhos com quem passa muito tempo.
Mas os seus hobbys abrangem igualmente o gosto de viajar para lugares diferentes com a família e a paixão pela arte, nomeadamente a pintura. Arte que vai levá-lo um dia a abrir uma galeria, a nível pessoal.
Hoje tem alguns bons exemplares de obras. É um pequeno coleccionador.
É utilizador de computadores mas prefere escrever à mão o que alguém converterá para a tecnologia digital posteriormente.
Sílvio Santos escreve muito rápido à mão, o que não acontece com os PC, situação que poderia cortar o fio condutor dos seus pensamentos.
Presentemente Sílvio Santos conta com cerca de 120 colaboradores, o que aumenta para perto de 200 em alturas como o Natal e fim-do-ano. 


2002-05-17
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