Raul Caires

Do Aeroporto ao Pólo

Começa a trabalhar no Aeroporto da Madeira. Depois tira um curso e colabora desde cedo na construção do Pólo Científico e Tecnológico da Madeira. Nas horas vagas lê e escreve pequenos ensaios e contos.

Raul Caires começa a estudar engenharia, em 1976. Desiste quando surge uma oportunidade profissional, para trabalhar no aeroporto, na Madeira, na parte de controlo de tráfego aéreo. Uma área a que ainda continua ligado.
Mais tarde, entre 1989 e 1994 tira o curso de Gestão e Administração de Empresas na Universidade Católica, Faculdade de Ciências Empresariais.
É convidado para colaborar com o Governo Regional na criação e implementação do pólo tecnológico, que se materializa com o Madeira Tecnopolo, no Funchal.
Em 2001 assume a presidência do Conselho de Administração do Pólo Científico e Tecnológico da Madeira, do qual é director coordenador entre 1997 e 1998.
É presidente do Conselho de Gerência do Centro de Empresas e Inovação da Madeira, entre 1997 e 2001, e administrador da Associação Europeia TTI (Technology, Innovation and Information), entre 1998 e 2002.

O fascínio pelo que faz

É responsável pela candidatura e gestão do Programa Regional de Acções Inovadoras PRAI - Madeira, financiado pela DG Regio, e ainda pela criação e gestão do projecto piloto Regio Partenariart Europe —cooperação regional e empresarial, financiado pela DG Regio e envolvendo 20 regiões europeias, 50 centros de empresas e inovação e 250 PME europeias, entre 1998 e 2001.
Raul Caires participa e coordena candidaturas e projectos do 5.º Programa Quadro de Ciência e Tecnologia, em especial no âmbito do programa “Information Society Technology”, entre 1999 e 2001.
Hoje continua a manter o fascínio no que faz. Agrada-o fortemente a componente que transcende a realidade regional, que o Pólo Científico permite.
Considera gratificante no projecto ter tido, e continuar a ter, oportunidade de trabalhar com pessoas de toda a Europa, algumas com mais e outras com menos experiência e conhecimentos.

Madeirense e europeu

Diz que o faz sentir cada vez mais madeirense e cidadão europeu.
Com uma formação direccionada para a área de gestão, muito vocacionada para a componente financeira, dá por si a trabalhar fora desse âmbito. Está mais especializado nos domínios europeus, projectos de desenvolvimento regional, em áreas mais globais e “macro”.
Raul Caires está ligado também à NAV — Navegação Aérea de Portugal, como representante da empresa na Madeira.
Gosta de trabalhar no Tecnopolo, onde diz contar com pessoas muito boas. Cerca de 65 por cento dos seus colaboradores são licenciados. Considera isso um dos aliciantes de ali trabalhar. Refere que esse factor permite confiar e descentralizar. Entende que só assim se consegue evoluir, o que não acontece em algumas instituições no país, onde diz haver excesso de centralização.

Novas tecnologias

Tem um relacionamento muito próximo com as novas tecnologias. É um adepto assíduo. Considera-se mesmo quase um viciado nos aparelhos e ferramentas deste sector que resultam da evolução constante da ciência e que surgem no mercado.
Começa com os ZX Spectrum, há já alguns anos. Nessa altura, chega a fazer um programa, muito rudimentar, mas que serve para o fim a que se propôs. É relacionado com a dimensão que um trabalho pode ter, dando o número de colunas, caracteres e o tamanho. Utiliza então o programa Basic.
Depois, acompanha a evolução dos computadores. Continua a utilizar portáteis e PC. Tem computador no trabalho e em casa.
É um consumidor intensivo de Internet. Tem a rotina de colocar a caixa de correio electrónica em dia, que faz à noite. Além disso, consulta páginas na Internet e lê a informação que recebe na área de gestão e tecnológica.
Por isso mesmo, considera-se relativamente informado em matéria de evoluções tecnológicas.
Gosta especialmente de agendas electrónicas e computadores portáteis. São cada vez mais pequenas e potentes.

Ferramenta

Raul Caires salienta que a sua actuação perante o Madeira Tecnopolo e da instituição perante a Região, em matéria de novas tecnologias, não é o fim. É antes uma ferramenta que deve ser utilizada para melhorar o dia-a-dia em matérias como a produtividade e a organização.
Quanto ao facto de estar ligado a um pólo tecnológico notoriamente direccionado para as novas tecnologias, deixa claro que não é obrigatório gostar especialmente delas para estar no Madeira Tecnopolo. Mas ajuda.
Em matéria de tempo de trabalho diário, tenta compatibilizá-lo com a família. Começa pela manhã e acaba pelas 18/18.30 horas.
Viaja com alguma regularidade. Vai muitas vezes a Bruxelas em trabalho. Preferencialmente, faz férias duas vezes por ano.
Raul Caires passa a juventude com um gosto especial pela leitura. Lê muito, tudo o que lhe passa pelas mãos com letras.
Posteriormente passa pela fase do desporto, onde tem uma dedicação especial pela prática de atletismo e ténis. Há uma altura em que corre cerca de 10 quilómetros por dia.
A partir dos 40 anos regressa ao “hobby” preferido da infância e juventude: a leitura, em que, apesar de ler muitos documentos técnicos, em várias línguas, grande parte da área da União Europeia, no âmbito da economia e desenvolvimento regional, continua a gostar imenso dos romances. Considera que a literatura enriquece. Inclusivamente, continua a escrever, para si, alguns pequenos ensaios e contos.
Hoje, em média, lê um livro por semana.



2003-06-27
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