José Luís Ferreira

Vencer na Venezuela

Começa a trabalhar na Madeira. Mas cedo decide dar um novo rumo à sua vida. Vai para a Venezuela onde é hoje um empresário de sucesso e um membro activo na sociedade de Caracas através de mil-e-uma actividades.


Estuda na Madeira. Nos Salesianos faz a primária, e, na Escola Industrial e Comercial do Funchal (hoje Escola Secundária Francisco Franco), o secundário.
Com 14 anos passa a estudar e a trabalhar. Trabalha numa indústria de um tio. Uma fábrica de bordados da família Silva, na Rua do Seminário, no Funchal.
Chega a descontar para a Segurança Social.
Progride na empresa. Com 18 anos já é primeiro escriturário.
Em 1974/75 parte para a Venezuela.
Leva na bagagem vontade de vencer e alguma experiência.
Já no país de Simón Bolívar, na cidade de Caracas, a capital, começa a trabalhar na área dos recursos humanos. Numa empresa de auto-mercados grande.
A sua área de actuação volta a ser num escritório. Longe do público.

Pouco produtivo

Apesar de gostar do que faz, depressa se apercebe que está a desenvolver um trabalho pouco produtivo.
Mais tarde, surge uma nova oportunidade de trabalho. Vai fazer a parte administrativa de uma empresa de transportes. Tem a seu cargo a parte de contabilidade e o movimento interno da empresa. Paralelamente melhora as condições do seu vencimento. Por ali fica cerca de um ano. Mesmo assim, continua a sentir que os serviços administrativos não são propriamente o seu sonho profissional.
É então que ingressa no campo das vendas.
Começa a trabalhar numa grande empresa, com forte implantação, que actua na distribuição de licores. Trabalha dois anos na empresa.
Ao quarto ano de Venezuela um amigo, Jorge, convida-o a participar na formação de uma empresa para a área da distribuição. Com algum conhecimento adquirido e uma vontade férrea de vencer, aceita, de pronto, o desafio. O projecto é tão sólido que os amigos são sócios há já 25 anos.

Empresa própria

Constitui, então, a empresa Distribuidora Dinâmica com o seu sócio. É especializada na importação e distribuição de bebidas.
Mais tarde, adquire, juntamente com o sócio, outra empresa. Compram a Distribuidora Aliança, que é do pai do seu sócio e amigo Jorge. A empresa é importadora dos Vinhos Aliança. A compra dá-se numa altura que coincide com um momento menos bom no país. A moeda perde valor.
Contudo, não baixa os braços. Até hoje, mantém as duas empresas, que têm uma frota própria para efectuar a distribuição por todo o país. Uma parte do território é coberta através de parceiros locais.
Actualmente trabalham nas duas empresas cerca de 50 pessoas.

O Marítimo da Venezuela

Paralelamente à actividade comercial, José Luís Ferreira tem mantido uma actividade social muito dinâmica.
Começa no Marítimo da Venezuela, com futebol amador.
Liga-se ao Centro Português de Caracas e à Fundação Virgem de Fátima, presidida pelo padre Mendonça, que consegue construir a sua própria igreja. A igreja da comunidade portuguesa chamada Eremita de Nossa Senhora do Coromoto e de Nossa Senhora de Fátima.

A Câmara de Comércio

Está ligado igualmente à Comissão para a celebração do Dia da Madeira e é um dos compadres fundadores da Academia do Bacalhau em Caracas, da qual é presidente.
Actualmente, é presidente da Câmara de Comércio e Turismo Luso-venezuelana, que renasce em 2002, depois de uns anos apagada.
A juntar a toda esta actividade, José Luís Ferreira é eleito recentemente para Conselheiro pela Venezuela (é um dos dois eleitos do país) no Conselho Permanente das Comunidades Madeirenses, que congrega um total de 15 membros.
Muita coisa para um homem só. Pode parecer. José Luís Ferreira gere o seu tempo com um denominador comum: amor e vontade de as fazer. Depois, a receita é saber coordenar o tempo.
Reconhece que é necessária muita dedicação em todas as frentes. Há que procurar dar o melhor de si.

Retemperar na Madeira

Mesmo assim, procura ter algum tempo para si. Joga menos, mas procura praticar futebol, o que acontece, normalmente, ao fim-de-semana.
De vez em quando, gosta de ir à piscina, para fazer um pouco de natação.
E, uma a duas vezes por semana faz sauna.
Quando pode, viaja até à terra Natal. Considera que, espiritualmente, é altamente compensador.
Normalmente, vem todos os anos à Madeira. Uma a duas vezes.
Agora, por circunstâncias várias, uma vez que tem uma sociedade na Região com um irmão, que não está bem de saúde, tem de vir mais amiúde. Este ano já é a quarta vez que vem ao Funchal.

Leituras “on-line”

Lá longe, consegue saciar a saudade da terra com a leitura dos jornais diários madeirenses. Uma leitura que a faz socorrendo-se das novas tecnologias informáticas. Lê, por exemplo, o Jornal da Madeira, através do site www.jornaldamadeira.pt, na Internet.
Diz que, desta forma, é muito mais fácil estar em cima do que se passa na Madeira. Antes era mais difícil. Havia um programa de rádio uma vez por semana e os jornais, em papel, eram mais difíceis de os conseguir em tempo útil para os ler.
A juntar a esta comunicação vertiginosa, mantém contactos regulares com os amigos aqui na ilha. Contactos que sublinha nunca dever nem querer perder.

Ferramentas virtuais

José Luís Ferreira utiliza a Internet e o correio electrónico como uma ferramenta de alto potencial. Socorre-se delas sempre que necessita para pesquisar algo ou trocar informação. Está ciente que é uma grande vantagem não existente antigamente.
Tem três filhas, duas delas com formação e uma a acabar o liceu e a preparar-se igualmente para continuar os estudos.
José Luís Ferreira faz férias. Normalmente percorre o próprio país, onde reconhece existirem muitas praias. E boas. Daí não ver necessidade de sair da Venezuela para fazer férias de praia.
Contudo, isto não inviabiliza que deixe de sair para fazer férias. Ainda o ano passado esteve no Canadá a visitar uma das filhas que estuda no país. Outras saídas têm ocorrido para conhecer o mundo.
José Luís Ferreira já percorreu o país de lés-a-lés. Primeiro devido à sua actividade desportiva no Marítimo, que o leva por toda a Venezuela. Todas as semanas viaja.
Hoje, é o negócio que o leva a viajar igualmente, embora não tanto internamente como no tempo do desporto.



2003-07-25
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