Jorge Jardim Gonçalves


O banqueiro madeirense


Jorge Jardim Gonçalves nasce no Funchal.
Chega a altura de tirar um curso superior. Como qualquer jovem, na quela altura, tem de sair da Madeira.
Vai para o continente.

Chega a ser dirigente associativo na Faculdade de Engenharia do Porto, onde se licencia em 1959.  Em Engenharia Civil. Tem 24 anos.
É no Porto que conhece a mulher, Maria da Assunção, ex-professora universitária de Matemática. É natural da cidade Invicta.
É chamado a cumprir o serviço militar obrigatório.
Assim, ainda oficial miliciano em Angola, casa em 1962.
Durante os tempos que seguem a conclusão do curso, é engenheiro de portos e caminhos-de-ferro, e docente da cadeira de Obras Portuárias e Hidráulicas.

Jorge Jardim Gonçalves chega a ser revisor no Diário de Notícias da Madeira.

Em 1969 é convidado, juntamente com o professor de Economia no Porto, Mário Pinto, para serem deputados na então Assembleia Nacional. Pela Ala Liberal. Não aceitam. Mas sugerem nomes para os seus luagres: Pinto Machado Correia da Silva, ex-governador de Macau, e Francisco Sá Carneiro.

Em 1974, quando se dá o 25 de Abril, é administrador executivo do Banco da Agricultura (já extinto). Para onde vai a convite do então vice-presidente da instituição.
Com as nacionalizaçãos decide deixar o país. Contacta com o único accionista estrangeiro do recém-nacionalizado Banco da Agricultura. É convidado a ficar na instituição. Deixa o Portugal em Junho de 1975. Ruma a Madrid, em Espanha.
Desempenhado funções na sua subsidiária "Companhia de Gestão de Industrias".
Regressa em 1977 a Portugal. A convite do Presidente da República, Ramlho Eanes, e do primeiro-ministro, Mário Soares.
De Julho de 1977 a Junho de 1985 faz parte da Administração do Banco Português do Atlântico (integrado mais recentemente no Millennnium bcp) tendo sido eleito Presidente em 1979, bem como do Banco Comercial de Macau.
Passa a ser administrador do Banco Português do Atlântico . Dois anos depois é presidente.
Por ali fica até a fundação do Banco Comercial Português, em 1985, a cuja fundação está directamente ligado.
Jorge Jardim Gonçalves é convidado para Presidente do Conselho de Administração de um banco a constituir, o Banco Comercial Português, cargo que aceita e mantém até à actualidade.
O Banco Comercial Português é  constituído em 1985. Abre ao público em 1986.

Para alcançar a dimensão crítica necessária e enfrentar os desafios resultantes da concentração do sector financeiro, o BCP adquiriu em Março de 1995 o controlo do Banco Português do Atlântico e em 2000 o Banco Mello, a Companhia de Seguros Império e o Banco Pinto & Sotto Mayor.

Jorge Jardim Gonçalves é um bom negociador.
Lidera há já algum tempo o maior grupo financeiro privado de Portugal.
É um um banqueiro esforçado. E exigente. O mesmo aplica no grupo na busca constante de rigor profissional por parte dos seus colaboradores. Aprecia e defende a sobriedade e dedicação a todos que entram no grupo. No fundo, Jardim Gonçalves acaba por traçar uma cutlura própria no Millennium bcp.
Isto não invalida que tenha um carácter humanitário no trato. Sempre interessado com a vida de todos quantos trabalham consigo.
É um empresário disponível e que, apesar de ter grande poder, não dispensa conselhos sábios antes de se decidir.

Tem o condão de ser metódico. Uma virtude que lhe permite corresponder a uma agenda sobrecarregada. Na prática, Jardim Gonçalves é viciado no trabalho e não tem horários.

Católico, é membro da Opus Dei, uma sociedade fundada em 1928 por Josemaria Escrivà de Balaguer.
É através da mulher e das amizades que cria Madrid que adere ao Opus Dei, à qual algumas pessoas do prédio onde mora na capital espanhola pertencem à organização.

É igualmente membro da Fundação Mário Soares.

Jorge Jardim Gonçalves é presidente do Conselho de Administração das principais subsidiárias do Grupo: BCP Investimento - Banco Comercial Português de Investimento, S.A.; Banco de Investimento Imobiliário, S.A.; CrédiBanco - Banco de Crédito Pessoal, S.A. ; Interbanco, S.A.; Banco Comercial de Macau, S.A.R.L.; Banco Expresso Atlântico, S.A.; Banco ActivoBank (Portugal), S.A.; Leasefactor S.G.P.S.; ServiBanca - Empresa de Prestação de Serviços, A.C.E. e da Seguros e Pensões Gere, S.G.P.S., S.A..
É vice-presidente do Conselho de Administração do NovaBank, S.A. e Eureko B.V..
A juntar a este cargos, é membro do Conselho de Administração das seguintes empresas: Banca Intesa S.p.A.; Banco de Sabadell, S.A.; Oni S.G.P.S., S.A. e Association Achmea, N.V..
É igualmente membro do Supervisory Board do Bank Millennium, S.A.; presidente do Conselho de Administração da Fundação Banco Comercial Português e vice-Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Bancos (em representação do BCP).

Hoje mora em Sintra. Em Galamares, perto de Colares. Tem também um apartamento na Avenida da República e duas casas na Madeira.
Aprecia carros.
Jorge Jardim Gonjçalves gosta de de férias. Quando pode vem retemperar energias à Madeira. E ao Porto Santo. Privilegia muito as férias em famílias. São férias que também as passa na casa de Sintra e na Beira Alta.
Além destas férias, viaja muito. Sobretudo em trabalho.

Durante algum tempo, nos tempos livres, quando tem oportunidade, vai ao Lisbon Club da Carregueira, de que é sócio, jogar golfe. Hoje prefere o ténis e nadar.
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