Carlos Alberto Silva

Uma vida com o Turismo

Carlos Alberto Silva começa cedo a trabalhar no Turismo. Começa no Savoy. Passa para o Turismo, onde chega a ser director regional do sector. Volta ao sector privado, ao Madeira Palácio.
Regressa ao Turismo.


Sonha ser professor de História. Faz a escola primária na Ajuda, na cidade do Funchal, uma escola a pouca distância de casa.
Raimundo Quintal é um dos colegas que tem da primeira à quarta classe (actuais primeiro e quarto anos de escolaridade).
Passa para o liceu, mas não se proporciona a continuação nos estudos. É um de seis irmãos, de uma família que tem por lema ou todos estudam ou nenhum o faz. Sem possibilidades para proporcionar tal caminho a todos, a decisão recai na segunda hipótese.
Chega a altura de Carlos Alberto Silva ter de procurar uma actividade profissional. São várias as saídas possíveis. Dá-se o caso de a mãe ter um primo que trabalha no Savoy. Pergunta qual a possibilidade de o filho trabalhar no hotel de cinco estrelas. A resposta é positiva.
Carlos Alberto Silva entra para o Savoy em 1964. Interrompe os estudos.
Começa a trabalhar muito jovem na área que hoje se chama “front-office”. Na altura há uma separação entre portaria e recepção. Carlos Alberto Silva inicia as suas funções na portaria.
Chega a trabalhar no Savoy antigo. Acompanha o crescimento do actual edifício.
É uma fase de aprendizagem da qual guarda grandes recordações das pessoas com quem trabalha e que o orientam, assim como dos turistas que se hospedam no hotel. Turistas que, em boa parte, ainda vêm de barco.
Cultiva o gosto pelo aperfeiçoamento das línguas, também pelo próprio sector do turismo.
A clientela é basicamente britânica. Dá-lhe a possibilidade de praticar o inglês diariamente.
A partir de certa altura, começa a sentir necessidade de aprender uma segunda língua. Aprende francês. Quando atinge os 18 anos, volta a estudar. Completa o liceu com o sétimo ano, actual 11.º ano de escolaridade, que, na altura, é o máximo, antes da entrada na universidade.
No entanto, não deixa de trabalhar. Consegue organizar-se de forma a fazer as duas coisas em simultâneo.
Em 1978 é convidado para dirigir a recepção. Tem à sua responsabilidade todo o “front-office”. É um novo grande desafio, num hotel grande. Lidera uma equipa de cerca de 30 elementos, alguns mais velhos.
Ali fica até 1981.
Nesse ano, o eng. Ribeiro de Andrade, do Turismo, procura alguém para substituir José António Gonçalves, que deixa a Direcção Regional para dirigir a agência de viagens Meliá, no Funchal. Fala com João Carlos Abreu, director dos serviços de Animação. Entre as muitas pessoas de que fala, está António Henriques, que ainda é primo de Carlos Alberto Silva.
António Henriques chega a trabalhar no Savoy e, para além do facto de ser familiar, conhece bem a forma de trabalhar de Carlos Alberto. Fala na questão ao primo, que considera o convite interessante. Além de encontrar na linha do sector onde está inserido, abre outras perspectivas em termos de contactos e de enriquecimento de conhecimentos.
É assim que chega à Direcção Regional de Turismo. Entra como chefe de repartição. Depois é nomeado chefe de Divisão. Mais tarde, é director dos serviços de promoção. Até que é nomeado director regional de Turismo, um cargo que desempenha durante quatro anos e que deixa em 1992 para aceitar um novo desafio.
Pensa que o regresso ao sector privado pode ser uma boa ideia. Surge um convite para dirigir o sector comercial e de marketing do hotel Madeira Palácio. Mantém um bom relacionamento com o director-geral da unidade de cinco estrelas, Urbino Rebelo, que o convida. Aceita o novo desafio.
Tem a responsabilidade da contratação junto dos operadores turísticos, a área de vendas do hotel e tudo o que está relacionado com o material promocional.
O hotel acaba de ser remodelado. É um desafio interessante: relançar a nova imagem do Madeira Palácio.
Não vê grandes diferenças entre os sectores privado e público, ao nível do papel que desempenha como director regional de Turismo e como director comercial e marketing do hotel. Vê em ambos um denominador comum: a promoção do destino Madeira, ao qual, no hotel, acrescenta a venda do produto que é a venda de quartos.
Gosta do desafio, de sentir o sabor da concorrência. Começam a vislumbrar-se novos produtos de qualidade na Madeira como o Cliff Bay e as quintas, que concorrem com o Madeira Palácio. Diz ser aliciante e com reponsabilidades acrescidas.
Depois dos primeiros quatro anos onde se sente estimulado com o novo desafio, Carlos Alberto Silva chega a uma altura em que começa a sentir necessidade de quebrar a rotina.
Sente saudades dos grandes contactos que o Turismo institucional proporciona. Saudades dos encontros sobre a Madeira nos mais variados sectores que faz inúmeras vezes. É uma forma enriquecedora e que exige estar permanentemente actualizado. E, no Madeira Palácio, sente que está a perder esse contacto.
Um dia, está numa feira de turismo fora da Região e fala abertamente sobre esta questão com o já secretário regional do Turismo, João Carlos Abreu. Da parte do governante, ouve palavras de abertura para uma eventual possibilidade de voltar ao Turismo.
Mais para a frente, com o secretário regional reconduzido, está numa feira em Madrid quando recebe uma chamada da Madeira a pedir para falar com João Carlos Abreu. Associa-o logo à conversa que havia tido algum tempo antes.
Assim que chega à Madeira, reúne-se com o secretário regional do Turismo e Cultura. Há interesse mútuo no regresso de Carlos Alberto Silva ao Turismo.
Fica com o cargo de adjunto do gabinete do secretário regional do Turismo. Colabora com o governante e tenta manter uma boa articulação com a Direcção Regional de Turismo.
Da sua passagem pelo Turismo guarda gratas recordações como o facto de estar ligado às visitas do duque de Edimburgo; do presidente Botha, da África do Sul; do príncipe Alberto do Mónaco, da rainha Sílvia, da Suécia; do Papa João Paulo II e de Amália, entre muito outros.
Ao longo da sua vida viaja muito, o que faz com muito gosto.
Além disso, gosta de música, de ler, tem sempre um livro à cabeceira, de ir ao cinema, de andar a pé e de jardinagem.
No domínio das novas tecnologias, não se considera um perito, mas sabe trabalhar bem com os computadores e utilizar ferramentas como a Internet e o correio electrónico, através do qual faz parte das comunicações.
O trabalho diário é diversificado. Além do horário habitual, algumas vezes, tem de representar o secretário regional ou o director regional, ou mesmo acompanhá-los. N

BI

Nome: Carlos Alberto Ferreira
Figueira da Silva
Nascimento: 10-3-1953
Naturalidade: São Martinho, Funchal
Estado civil: Casado
Filhos: 3 (2 raparigas e 1 rapaz)

E&N – 2003-05-09

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